sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Na falta de obra própria, uma obra de um gigante
A PROCURA DA POESIA
Não faças versos sobre acontecimentos.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
have you?
Have you ever wished what you couldn’t have?
Have you ever dreamt what you couldn’t feel?
Às vezes sinto que pereço. Que não sou capaz de lidar com dificuldades simples da vida. Até mesmo uma tampa de vidro de azeitona me parece um desafio, por vezes inatingível. Talvez um pouco de utilidade me fizesse bem
Talvez um pouco de realização me animasse.
Apenas talvez, afinal, como posso ter certeza?
A certeza é que penso, logo existo. (Ou penso que penso, logo existo, não vou entrar no mérito filosófico.) Apenas eu penso, desejo, imagino. Logo...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
So tired
Oh God, I just want to make the right decisions,
In the right moment.
I don’t want to hurt anyone!
But I can do it in right way.
I just want to lie down
Maybe forever.
And this is all that I can do to myself now:
Only one tear.
And nothing else .
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Da autoria insignificante
E quem foi que disse que há sempre outra opção?
Quem disse que há sempre uma escolha a ser feita?
Quem disse que caminhos continuam?
Quem disse que o tempo não pára?
Quem disse que o mundo não é justo?
Quem disse que as regras são fixas?
Quem disse que planos são necessários?
Quem disse que metas devem ser cumpridas?
E quem disse que não?
E no fim das contas, de que importa quem disse, se as palavras foram lançadas? Qual a diferença entre Albert Einstein, Carlos Drummond de Andrade ou José da Silva? Palavras são palavras, não tem força maior ou menor pelo seu autor, a diferença está apenas na repercussão.
E se eu disse tudo isso? Qual a diferença? Impreterivelmente você escolherá quais guardar e quais ignorar. E dêem graças ao maravilhoso sistema nervoso central humano e sua dita capacidade de raciocínio!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Desenho da Jeni pra mim
Porque às vezes tudo o que eu queria é ir direto ao fim ou de volta ao começo.
Porque às vezes não saber o que fazer ou como fazer é degradante.
Porque às vezes tudo o que eu queria é estar totalmente só ou totalmente acompanhada.
Porque tudo tem limite, até mesmo as guerras findam por saturar os combatentes.
Porque às vezes as opções que se tem não são viáveis, não suprem as necessidades.
Porque às vezes gostaria de ter conhecimento, até da gramática.
Porque às vezes, tudo o que eu queria é escrever. De novo. De verdade.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Crepúsculos são como o amanhecer.
Planos minuciosos dão errado, então você os adapta
Mas os novos também vão fracassar e ser adaptados.
Até que quando perceber: "qual era mesmo o foco?"
E no fim das contas, a primeira vez é mesmo sempre a última chance.
Mas são tantas as primeiras vezes, que por momentos acreditamos ser outra chance.
E depois de um livro, vem sempre outro. Depois de uma música vem outra.
Porque quando morreres, alguém nascerá.
E assim o mundo indelével perpetua-se, renova-se.
Com as mesmas novidades antigas.
E no fim, a roda da vida é mesmo uma roda.
No fim, a Terra não é redonda, o tempo que é cíclico.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Intitulável
Às vezes, nas longas ou curtas trajetórias de vida, acumulamos sucessões de decepções e contentamentos. Os contentamentos nos dão forças para prosseguir, nos dão fé e até nos fazem sorrir e sentir um pouquinho de prazer. As decepções nos ensinam tanto, tanto que sugam nossas energias.
É triste perceber que, por mais que nos empenhemos e façamos tudo o que está ao nosso alcance, algumas coisas simplesmente não mudam. A menos não antes que seja tarde demais. E que essas "coisas" inicialmente insignificantes se acumulam, se amontoam, passam a incomodar. Algumas delas chegam ao ponto de tornar situações inustentáveis.
É ainda mais triste notar que, por mais que a situação esteja insustentável, você terá de se subordinar. Terá de abaixar a cabeça, ignorar seus ideiais e simplesmente recolher-se à sua humilde insignificância. Tudo torna-se pior quando chega-se a esse ponto. O respeito acaba, as pessoas perdem a importância, você perde seu próprio valor.
O que fazer quando não há nada que possa ser feito? Seria a única ação possível sentar-se numa poltrona com a boca aberta num forçado sorrisso, cheio de dentes, enquanto espera a morte chegar? Será Raul?
Agora, mais do que nunca: Show me the shadows where true don't meaning lies.